No sudeste do Alaska os pescadores que se encontram com os primeiros salmões são os da frota de pesa com anzol. Os trollers são pequenas embarcações de pesca, tripuladas por uma ou duas pessoas que pescam com várias sedelas utilizando anzóis com iscas naturais ou artificiais. De todas as técnicas comerciais de pesca de salmão, a pesca de corrica é possivelmente a forma menos eficaz de captura, já que as embarcações têm de procurar o peixe em mar aberto. Em contrapartida, na pesca com redes, os barcos aguardam os salmões nas zonas das rotas migratórias onde se sabe que tendem a formar cardumes. Os trollers estão autorizados a pescar para além dos limites da costa estabelecidos para a pesca com rede e, geralmente, é lhes permitido pescar durante um maior número de dias em cada temporada.
Na pesca de corrica os salmões são geralmente capturados em alto mar e chamam-se brights, termo que se emprega para designar os exemplares de aspecto reluzente que ainda não alcançaram a maturidade e ainda não estão preparados para se dirigir para terra. São peixes atraentes, talvez algo mais pequenos que os capturados com redes, mas que estão no apogeu da sua etapa oceânica. A frota de pesca de corrica captura quantidades significativas de salmões prateados, reais e rosados, e os exemplares destas três espécies têm uma cotação mais elevada quando capturados por pescadores experientes. As capturas de salmões através da técnica do corrica são muito menores que as capturas com rede.
O volume de salmão apanhado com esta técnica representa geralmente menos de 10% do total das capturas de todas as espécies de salmão no Alaska. O salmão pescado de corrica é menos abundante, porém a sua qualidade é superior. Nenhum outro peixe recebe tantos cuidados desde que sai da água até que chega à s mãos do retalhista. Antes de se retirar do anzol, dá-se-lhe um golpe seco na cabeça para o deixar imobilizado e evitar que se golpeie e sofra ferimentos ou perca escamas. Seguidamente, pega-se no pescado pelas guelras, tiram-se-lhe as vÃsceras e, geralmente, também se sangra. Enche-se cuidadosamente o corpo e a cavidade da cabeça com gelo e coloca-se sobre uma camada de gelo de modo a facilitar a drenagem das cavidades corporais.
O restante gelo distribui-se de forma que nenhuma parte do peixe entre em contacto com outra e para que os seus fluidos corporais drenem com facilidade para a sentina da embarcação, de onde são bombeados para o mar. Se a embarcação dispuser de congelador, o pescado é submetido a um congelamento ultra-rápido (blast-freezing), da mesma maneira como seria feito em terra. Seguidamente é passado por água doce para formar uma capa de gelo e armazenado cuidadosamente no porão do barco pesqueiro. Quase todo o salmão capturado em corrica se destina ao mercado de frescos, congelados ou fumados. Devido ao reduzido número de exemplares capturados com esta técnica e ao seu aspecto atractivo e uniforme, o quilo deste tipo de salmão é mais caro de que qualquer dos outros que se pescam no Alaska.
A maioria do salmão do Alaska é capturado com redes com diversos tipos de malhas. Na maioria dos casos, as redes arrastam-se a partir de buques pesqueiros (pesca com redes de deriva), mas a pesca também se faz com rede fixa a partir da costa (arte fixa).
Em qualquer um dos dois tipos de pesca com redes, o objectivo é conseguir que a rede forme uma barreira na água que impeça o andamento dos peixes. Estes acabam por meter a cabeça na malha e ficam presos ao embaraçar as guelras. Quase todas as embarcações de pesca com redes de malha são pequenos barcos de um ou dois tripulantes.
Segundo a lei do Estado do Alaska, as embarcações na BaÃa de Bristol não podem ter mais de 32 pés. Fora da BaÃa, a maioria das embarcações tem entre 32 e 42 pés. As redes utilizadas têm 900 a 1.800 pés (275 a 550 m) de comprimento, medidas que obedecem a uma decisão tomada pelo Estado do Alaska por razões de gestão dos recursos de pesca.
Algumas embarcações dispõem de instalações para transportar o peixe em gelo ou, inclusivamente, em câmaras frigorÃficas. Nalgumas zonas, como na BaÃa de Bristol, nas quais a pesca pode ser particularmente abundante, um barco pesqueiro pode ver-se obrigado a regressar a terra para descarregar de hora a hora, pois a pequena embarcação não é capaz de transportar o volume de captura que se realiza num dia. Nestes casos, divide-se geralmente o porão do barco em vários compartimentos, cada um dos quais leva no seu interior enxalavares («brailer bag») de um tecido resistente. Quando o barco de pesca se coloca junto ao buque de apoio, as enxalavares são cuidadosamente içadas, esvaziadas no buque de apoio e devolvidas ao barco pesqueiro. Este sistema reduz a manipulação do peixe a sua utilização permite melhorar a qualidade da captura.