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Peixes brancos

  • Nome em portugûes
    Nome em inglês
    Nome cientifico
    Escamudo do Alasca
    Alaska pollock Theragra chalcogramma
    Bacalhau do Pacífico
    Pacific cod Gadus macrocephalus
    Peixe carvão do Pacífico
    Sablefish, Black cod, Butterfish, gindara (Japanese Anoplopoma fimbria
    Alabote do Pacífico
    Pacific halibut Hippoglossus stenolepis
    Solha Áspera
    Yellowfin sole Limanda aspera
    Solha de Dover
    Solhão do Pacífico
    Solhão Americano
    Solha japonesa
    Dover sole
    Rex sole
    Rock sole
    Flathead sole
    Microstomus pacificus
    Glyptocephalus zachirus
    Lepidopsetta bilineata
    Hippoglossoides elassodon

    As águas limpas e frias da costa do Alasca albergam uma imensa população de espécies de peixes de carne branca, muitas das quais são das mais procuradas nos mercados piscatórios de todo o mundo. O termo “peixe branco” é sinónimo de “peixe do fundo” e engloba diversas espécies de peixes de carne branca que vivem no fundo do mar ou a níveis muito profundos. “Dermesal” é o termo científico que designa estas espécies e que as distingue dos peixes que nadam através de toda a massa aquática, denominados “pelágicos” ou “oceânicos” Ainda que hajam dúzias de espécies de peixes brancos, este Guia do Comprador, editado pelo “Alaska Seafood Marketing Institute” trata especificamente das nove espécies de maior interesse para o mercado piscatório.

    Todas estas nove espécies de peixe branco do Alasca são pescadas no Mar de Bering e no Golfo do Alasca de uma forma sustentada. Seguidamente damos alguns dados estatísticos importantes sobre o Alasca:

    O Alasca tem uma orla costeira com mais de 76.100 kms, mais do que a soma dos outros 49 Estados.
    O Alasca tem mais de 2 milhões de kms quadrados de plataforma continental, 70% do total dos Estados Unidos.
    As 200 milhas náuticas da Zona Económica Exclusiva do Alasca representam 28% do total dos Estados Unidos.
    Mais de metade de toda a produção piscatória dos Estados Unidos provem das águas do Alasca.
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  • O bacalhau do Pacífico pertence também à família dos Gadiformes sendo igualmente parente do badejo do Alasca e do bacalhau do Atlântico. É considerado um peixe transoceânico “demersal” e vive em águas com 500 m (1,650 pés) de profundidade. Desovam de Janeiro até Maio. As suas ovas são “demersal” e adesivas, agarrando-se às rochas, ao coral e a outros relevos do fundo marinho. Os ovos eclodem após um período de 15 a 20 dias e as larvas de bacalhau flutuam perto da superfície.
  • A dieta do bacalhau do Pacífico também muda ao longo da sua vida. Os peixes pequenos alimentam-se principalmente de invertebrados e, quando maiores, comem outros peixes. São por sua vez presas dos halibutes, salmão tubarão, do urso marinho do Árctico, dos golfinhos da costa, de várias espécies de baleias e das carambolas de popa.
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  • O chamado “Peixe carvão do Pacífico” não pertence, no entanto, à família do bacalhau. Vive em águas profundas , normalmente a mais de 200m (660 pés). Desova no fim do Inverno e princípios da Primavera ao longo da plataforma continental. Os ovos incubam perto do fundo mas as larvas, após a eclosão, sobem à superfície.
  • Pesca de peixe-carvão no Alasca recebe certificação
  • Os alevins de peixe carvão do Pacífico vivem em águas pouco profundas, perto da margem, mas cedo se mudam para águas mais profundas. As larvas e os alevins alimentam-se de crustáceos planctónicos enquanto que os adultos são considerados “predadores oportunistas” comendo peixes bentónicos, invertebrados, lulas e medusas.
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  • O escamudo do Alasca é a espécie mais abundante do Mar de Bering, constituindo 60% do total da biomassa da região. Pertence à família dos Gadiformes, que inclui tanto o bacalhau do Pacífico como o do Atlântico. No Golfo do Alasca, o escamudo é a segunda espécie mais abundante, representando 20% da sua biomassa.
    Cientistas especializados na indústria das pescas identificaram quatro tipos de badejo: o do Golfo do Alasca, do lado oriental do Mar de Bering, das Ilhas Aleutas e Bacia Aleuta. Os três tipos originários das águas Bering-Aleucianas parecem estar inter-relacionados mas são considerados diferentes da população do Golfo do Alasca. A população de escamudo da Bacia Aleuciana está distribuída ao longo das ZEE dos Estados Unidos e da Rússia e também em águas internacionais.
  • A maioria dos escamudos adultos encontra-se em águas com uma profundidade entre os 70 e os 300 metros (230-1.000 pés). Desovam entre os finais de Fevereiro e princípios de Maio. Os ovos são pelágicos e flutuam nas correntes entre 15 e 25 dias até à eclosão. Após a eclosão as larvas flutuam entre a superfície e uma profundidade de 40 metros (130 pés) e, durante 60 dias, alimentam-se de plâncton até se metamorfosearem em alevins pelágicos. À medida que se dá a maturação e crescem, vão se movendo para águas mais profundas e, num prazo de cerca de 4 anos, juntam-se à população adulta. A alimentação muda com o evoluir do seu ciclo de vida: os alevins alimentam-se de ovos de invertebrados e pequenos crustáceos do plâncton, enquanto que os adultos comem preferencialmente copépodes, krill e outros peixes, especialmente alevins de escamudo. O escamudo é uma importante fonte alimentar para outros peixes, mamíferos marinhos e aves.
  • For further information regarding Alaska Pollock, visit the Genuine Alaska Pollock Producers website at www.gapp.us
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  • O alabote do Pacífico é parente do halibute do Atlântico sendo considerados por alguns cientistas peixes da mesma espécie. São os maiores peixes planos e também dos maiores peixes dos mares podendo atingir os 2,7 m (9 pés) de comprimento. O halibute mais pesado de que há notícia tinha 318 kgs (700 lbs) havendo conhecimento de vários na casa dos 227 kgs (500lbs). As fêmeas são maiores do que os machos, para além de crescerem mais depressa e terem maior longevidade. Poucos machos atingem os 36 kgs (80 lbs). A idade é determinada pelos ossos do ouvido, chamados otolitos, que formam uns anéis anuais que permitem determinar a idade.
  • O alabote desova entre Novembro e Março a uma profundidade de 180 a 460 m (600-1.500 pés) ao longo da plataforma continental. Um alabote fêmea de grandes dimensões pode pôr 4 milhões de ovos. Os ovos e as larvas flutuam livremente mas são ligeiramente mais pesados do que a água à superfície de modo que flutuam nas correntes mais profundas do oceano. À medida que crescem as larvas tornam-se mais leves e aproximam-se da superfície. Flutuam de este para oeste no Golfo do Alasca, circulando por centenas, por vezes milhares de milhas.
    Como todos os peixes planos o alabote é espalmado o ventre é esbranquiçado.
  • As larvas de alabote iniciam o seu ciclo de vida em posição vertical com um olho de cada lado da cabeça tal como a maioria dos outros peixes. Quando atingem cerca de 2 ou 3 cms, o olho esquerdo migra para o lado direito da cabeça e a pigmentação do lado esquerdo do corpo desvanecesse. Quando atinge os 6 meses de idade o aspecto do jovem alabote é o de um adulto pequeno e instala-se no fundo do mar. Ali inicia uma migração de vários anos, no sentido Este, de regresso ao território de origem da desova.
    A maioria dos alabote s adultos permanece sensivelmente na mesma zona ano após ano. São, no entanto, nadadores poderosos e muitos efectuam movimentações de milhares de quilómetros.
    A larva de alabote alimenta-se de plâncton enquanto que os alevins comem crustáceos e peixes pequenos. O adulto alimenta-se, principalmente de outros peixes tais como bacalhau, badejo, bacalhau preto e outros peixes planos. Chegam a deixar o fundo do mar para consumir peixes pelágicos como o arenque e a enguia da areia. Dado que os alabote s adultos são grandes, activos, nadadores poderosos e bentónicos, são menos vulneráveis aos predadores do que as espécies mais pequenas. No entanto são, por vezes, devorados por mamíferos marinhos.
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  • A Solha-Áspera é muito mais pequena que o halibute, atingindo apenas 46 cms (18 polegadas) de comprimento. Os adultos alimentam-se de bivalves, moluscos, crustáceos e outros invertebrados do seu habitat no fundo do mar. A limanda passa o Inverno próximo do lado oriental da plataforma continental do Mar de Bering; na Primavera migra para junto da plataforma interior para se alimentar e desovar.
  • A fêmea pode pôr até cerca de 3,3 milhões de ovos. À medida que as larvas maturam, passando a alevim, sofrem uma metamorfose, semelhante à do halibute, pela qual o olho esquerdo passa para o lado direito da cabeça e o lado esquerdo do corpo perde pigmentação.
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  • O grupo de pequenos “solhão” conhecidos como “peixes planos das águas profundas” inclui a Solha de Dover (Microstomus pacificus), o Solhão Americano (Glyptocephalus zachirus), a Solha da Rocha (Lepidopsetta bilineata) e a Solha Japonesa (Hippoglossoides elassodon) para além de outras espécies menos abundantes. Habitam no fundo da plataforma continental efectuando migrações anuais entre as regiões de desova e de alimentação. Todos comem o mesmo tipo de alimentos, desde crustáceos e moluscos a diversos invertebrados.
  • São, por seu turno, consumidos por diversos tipos de predadores incluindo o bacalhau, o alabote, a raia , solhas e peixes planos de grandes dimensões como os “arrowtooth flounder” (Atherestrhes stomias). Ocupam nichos ecológicos ligeiramente diferentes, de acordo com as suas preferências dietéticas, substrato (lodo, areia, cascalho, rocha), profundidade e outros factores.
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